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Primeira passagem de liderança: de gerenciar a si mesmo para gerenciar os outros



Quem nunca ouviu uma história assim: “Tobias era um excelente vendedor, o melhor da equipe, e por isso mesmo foi promovido. E aí tivemos um péssimo coordenador/ supervisor/ gerente de vendas, e agora perdemos também o excelente vendedor.”


O que aconteceu com o Tobias acontece o tempo todo nas empresas, e muitas vezes por um motivo simples: ele não foi preparado para fazer a primeira passagem da liderança e, possivelmente, a empresa também não considerou aspectos importantes como: desejo de se tornar líder, perfil comportamental que o ajuda ou apresenta desafios para que possam ser trabalhados.


Esse é o segundo texto sobre os estágios de liderança que decidi fazer com base dos conceitos apresentados no livro Pipeline de Liderança. Clique aqui para ler o primeiro.


Nessa curva de ascensão da liderança acontece algo bem característico: as pessoas relutam em mudar a forma de trabalhar, querem continuar realizando aquelas atividades que a tornaram tão bem-sucedida e dão pouco valor às atividades de gestão da equipe.


As principais habilidades que devem ser adquiridas nessa etapa incluem planejar o trabalho (não mais o seu apenas, mas o da equipe), atribuir as tarefas, alinhar prazos, se comunicar de maneira assertiva, utilizar da inteligência emocional, articular e negociar com a equipe e com os pares, e avaliar o desempenho dos outros.


Precisa realocar seu tempo de forma diferente pois agora ele precisa, além de cumprir suas atividades, ajudar a sua equipe a ter um desempenho eficaz. A mudança aqui é de "realizar" o trabalho para fazer com que o trabalho "seja realizado" por outras pessoas. E para isso é necessário dedicar tempo às pessoas, estar disponível para ouvir os problemas que estão acontecendo, dar os feedbacks necessários (positivos e de correção). Distribuir o tempo entre as novas tarefas é especialmente difícil para gestores de primeira viagem, pois muitas vezes eles ainda preferem realizar o trabalho que faziam.


Mas a mudança mais difícil para quem está nessa passagem está nos valores do trabalho. Eles precisam aprender a valorizar o trabalho gerencial ao invés de apenas tolerar (ou as vezes até de fugir dele). É comum ouvir de líderes nesse estágio a expressão: “Nossa, hoje eu nem consegui trabalhar. Fiquei em reunião de alinhamento com meu chefe, depois precisei administrar um conflito da minha equipe com a área de marketing, realinhar alguns prazos com um colaborador.”


O maior desafio de todos para eles é entender que disponibilizar tempo aos outros, planejar, aconselhar, gerenciar conflitos, dar feedbacks para desenvolver as pessoas, desenvolver e analisar relatórios e outras atividades gerenciais são as tarefas sob sua responsabilidade agora, e indispensáveis para o seu próprio sucesso.

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