Liderança - Passagem 2 - De gerenciar os outros a gerenciar gestores
- Caterine J. Berganton

- 8 de dez. de 2021
- 2 min de leitura

Talvez a maior diferença entre essa passagem e a primeira é que o trabalho agora passa a ter foco exclusivo na gestão. É necessário abrir mão das tarefas individuais e se dedicar à gestão dos líderes que se reportam a você.
As principais habilidades que devem ser dominadas durante essa transição incluem:
Selecionar e desenvolver pessoas que farão a 1ª passagem, futuros líderes (essa é uma habilidade chave).
Cobrar dos gestores de 1º nível pelo trabalho gerencial.
Medir seus progressos e obter resultados ao favorecer o desempenho de outros gestores.
Administrar as fronteiras existentes entre a área que é diretamente subordinada e as outras áreas do negócio (derrubar os chamados “feudos”).
Tudo isso é difícil de colocar em prática se o gestor nessa passagem ainda valorizar mais as contribuições individuais e o trabalho funcional do que o trabalho gerencial.
Muitas vezes encontramos pessoas que foram promovidas a posição de gerentes de gestores e que pularam a Passagem Um e, portanto, não desenvolveram suas habilidades, o gerenciamento de tempo ou os valores profissionais.
Quando isso acontece, acabam por obstruir o pipeline de liderança ao considerarem gerentes de primeiro nível responsáveis por tarefas técnicas e muitas vezes acabam escolhendo ótimos realizadores técnicos para cargos de gestão de primeiro nível ao invés de verdadeiros líderes potenciais, pois não conseguem distinguir entre as pessoas capazes de realizar e aquelas capazes de liderar.
Algumas das principais barreiras e desafios encontrados nessa passagem são:
Incapacidade de empoderar gestores de 1º nível,
Dificuldade em delegar,
Má gestão do desempenho,
Foco exclusivo na execução do trabalho,
Escolha de “clones” ao invés de colaboradores (ou seja, buscam pessoas que sejam muito parecidas consigo mesmo ao invés de escolher qual seria a melhor para a função).
O acompanhamento e desenvolvimento é essencial nesse nível, porque gestores de primeiro nível dependem de sues líderes para instruí-los sobre o trabalho. É preciso percorrer o ciclo de instrução – desempenho – feedback com o pessoal repetidas vezes até que as lições sejam assimiladas – e para isso, gestores de segundo nível precisarão realocar o seu tempo de acordo.
Esse é o terceiro texto sobre os estágios de liderança que decidi fazer com base dos conceitos apresentados no livro Pipeline de Liderança. Clique aqui para ler o primeiro.




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