A semana acabou de começar e você está feliz da vida.... porque a semana é curta!
- Caterine J. Berganton

- 13 de jun. de 2018
- 2 min de leitura
Atualizado: 6 de jul. de 2018

Ok, também não acredito muito nessa história de “só faço aquilo que gosto”. Afinal, mesmo trabalhando em algo que amo e no qual me sinto realizada, tenho atividades não tão agradáveis no caminho... e está tudo bem pois fazem parte desse todo. Mas, trabalhar também não precisa ser um martírio.
Eu gosto muito de um filme antigo chamado "Sociedade dos Poetas Mortos", especialmente de quando o professor de poesia, sr. Keating, sobe na mesa e convida todos os seus alunos a fazerem o mesmo..... Para que? Para se lembrarem de que devemos olhar constantemente as coisas de uma forma diferente.
"Devemos olhar constantemente as coisas de uma forma diferente."
(Se você não assistiu o filme e ficou curioso como ele conduz essa experiência, assista)
Para observar o seu trabalho (atual ou a oportunidade que está buscando) sob uma nova perspectiva, algumas características são especialmente importantes:
1. Você conhece os seus valores, sua essência? Você precisa ter muita clareza sobre isso para identificar se o ambiente em que está inserido (ou aquele que está buscando) compartilha dos seus valores, ou se ao menos, não os fere.
2. Você conhece bem os seus talentos? Você os desenvolveu a ponto de se tornarem o seu ponto forte? Não é só porque já é um talento que você pode negligenciá-lo, pois se você não se dedicar a desenvolvê-lo, ele possivelmente não se tornará um ponto forte e não te diferenciará dos demais.
3. Você tem conseguido exercer seus talentos, seus valores e seus diferenciais em seu trabalho? Tem sido reconhecido por isso, dentro do seu significado de “reconhecimento”?
4. Você se sente grato pelo que realiza ao longo do seu dia, semana ou mês dentro do seu trabalho? Consegue ver coerência e realização naquilo em que se dedica?
A intenção deste texto não é absolutamente fazer com que você se resigne ao emprego em que está ou que se revolte com o que tem. Ele é apenas um exercício para que, ao observar sob uma nova perspectiva, você consiga avaliar:
Estou mesmo insatisfeito?
Se estou, minha insatisfação é exatamente com o que?
Meus valores não estão sendo respeitados?
Meus talentos não estão sendo aproveitados?
Não sou reconhecido?
Não vejo coerência nem propósito e, portanto, não me realizo no que faço?
Com essa avaliação em mãos, aí sim é hora de planejar os próximos passos e entrar em ação!
Não precisamos de uma vida de “silencioso desespero”, como disse Thoreau.




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